Leiria enfrenta inundações graves após passagem da depressão Kristin
Foco das autoridades está nas cheias
Várias zonas da cidade e áreas rurais de Leiria encontram-se hoje inundadas, informou o vereador Luís Lopes, responsável pelo pelouro da Proteção Civil. O autarca revelou que o município está a concentrar esforços no combate às cheias, consequência da depressão Kristin, que afetou gravemente o concelho.
Evacuações preventivas e reforço de meios
Esta manhã foram antecipadas evacuações preventivas em algumas áreas. Para aumentar a capacidade de resposta, foram pré-posicionados botes dos Fuzileiros, tanto no centro de operações do município, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, como neste mesmo quartel, garantindo maior disponibilidade caso seja necessário.
O reforço inclui também cortes de vias em diversos pontos, todos associados aos rios Lis e Lena, cujo caudal só deverá começar a diminuir entre as 16:00 e as 18:00.
Zonas mais afetadas na cidade
Na cidade, os locais com inundação significativa incluem:
- Zona da Escola Profissional de Leiria, com todo o estacionamento alagado;
- Área do Centro Nacional de Lançamentos e do Jardim da Almuinha Grande;
- Campos do Lis, já muito condicionados;
- Zona da Ponte das Mestras, na Barosa.
Durante a madrugada, entre as 03:00 e as 05:00, registou-se forte precipitação e vento, provocando inundações em caves e garagens, bem como quedas de árvores e estruturas, previstas devido à saturação dos solos. Algumas pessoas já foram retiradas das habitações na noite de quarta-feira.
Recomendações à população
O vereador apelou aos munícipes para não removerem grades ou fitas de sinalização, alertando que essas ações colocam em risco os próprios cidadãos e desviam recursos importantes da Proteção Civil.
O município mantém esforços para assegurar o abastecimento de água e minimizar os impactos das cheias, prevendo que muitas áreas permaneçam alagadas até o final da tarde.
Impactos mais amplos da tempestade
Desde a semana passada, 11 pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.
Entre os principais danos materiais estão:
- Destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos;
- Queda de árvores e estruturas;
- Encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte;
- Cortes de energia, água e comunicações.
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém são os mais afetados.

