Grave acidente ferroviário em Espanha: balanço aponta para pelo menos 39 mortos!


Um grave acidente ferroviário ocorrido ao final da tarde de domingo, em Espanha, resultou em pelo menos 39 mortos e deixou mais de 70 pessoas feridas. O descarrilamento envolveu dois comboios de alta velocidade e aconteceu por volta das 19h45 locais. Eis o que é conhecido até ao momento.

Segundo as autoridades, o acidente teve lugar no município de Adamuz, na província de Córdoba. Um comboio da empresa privada Iryo, que efectuava a ligação entre Málaga e Madrid, sofreu um descarrilamento parcial, fazendo com que várias carruagens invadissem a via adjacente.

Nesse exacto momento, circulava em sentido contrário um comboio da operadora pública Renfe, que seguia na rota Madrid–Huelva. A invasão da linha provocou uma violenta colisão, atingindo os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que acabaram projectados para fora da via e caíram por um aterro com cerca de quatro metros de altura.

O balanço provisório aponta para 39 vítimas mortais e pelo menos 75 feridos, alguns dos quais em estado grave. As operações de socorro mobilizaram dezenas de equipas de emergência, incluindo bombeiros, profissionais de saúde e forças de segurança.

Na sequência da tragédia, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que se deslocará ao local do acidente na manhã desta segunda-feira, para acompanhar a situação e prestar apoio às vítimas e às suas famílias.


Vítimas mortais e feridos

As autoridades confirmam, para já, a morte de 39 pessoas e a existência de 75 feridos, dos quais 15 se encontram em estado grave.

Segundo avançam os meios de comunicação espanhóis, cerca de 48 vítimas permanecem hospitalizadas. Destas, 11 adultos e duas crianças estão internados em unidades de cuidados intensivos, inspirando maiores cuidados médicos.

De acordo com o jornal espanhol El País, entre os mortos encontra-se o maquinista do comboio Alvia, de 27 anos. O comandante dos Bombeiros de Córdoba relatou ainda que as operações de socorro foram particularmente difíceis, uma vez que várias pessoas ficaram encarceradas nas carruagens, apresentando ferimentos como cortes profundos, contusões e fracturas expostas. A elevada destruição da composição acabou por complicar o acesso às vítimas durante o resgate.


Vítimas portuguesas? O MNE informa que não há conhecimento sobre vítimas portuguesas

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português informou que, até ao momento, não há indicação de cidadãos portugueses entre as vítimas mortais ou feridos do acidente. A situação continua a ser acompanhada pelas autoridades nacionais, em articulação com os serviços espanhóis.

Investigação em curso às causas do acidente

As causas do acidente permanecem por esclarecer. No entanto, já foi criada uma comissão técnica especializada para apurar as circunstâncias em que ocorreu a colisão. O ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que o incidente é “particularmente estranho”, sublinhando que aconteceu numa recta da linha ferroviária.

Segundo o governante, o comboio que descarrilou é praticamente novo, com menos de quatro anos, e a infraestrutura ferroviária tinha sido recentemente renovada, num investimento que ascendeu a cerca de 700 mil euros. As obras no local haviam sido concluídas em Maio do ano passado, e a última inspecção ao comboio da operadora Iryo, fabricado em 2022, ocorreu poucos dias antes do acidente.

Relatos dos passageiros

Começam a surgir os primeiros testemunhos de passageiros que seguiam nos comboios envolvidos. María San José, de 33 anos, relatou que sentiu vários solavancos antes de o comboio parar abruptamente, fazendo com que as bagagens caíssem. Ao sair, deparou-se com carruagens retorcidas e vagões tombados do outro comboio.

Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, descreveu momentos de grande aflição, referindo que o comboio começou a balançar violentamente antes de parar. Segundo o seu relato, os serviços de emergência demoraram cerca de uma hora a chegar ao local. “Vi uma pessoa sem vida e tentámos ajudar quem estava preso, mas a destruição da carruagem tornava tudo muito difícil”, afirmou.

Já María Vidal, de 32 anos, que viajava no comboio da empresa Iryo, comparou o impacto a “um terramoto”. Contou que houve uma paragem brusca, falha de energia e um apelo da tripulação para que médicos a bordo ajudassem nas carruagens mais afectadas. A passageira relatou ainda ter permanecido cerca de 40 minutos dentro do comboio e ter presenciado pessoas em estado muito grave.

Reacções e mensagens de solidariedade


A tragédia gerou uma forte onda de solidariedade internacional. O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou oficialmente o seu pesar ao Rei de Espanha, Felipe VI, expressando condolências às famílias das vítimas e desejando uma rápida recuperação aos feridos.

Também líderes europeus reagiram ao sucedido. O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e garantiu o apoio da França a Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, endereçou igualmente palavras de solidariedade ao povo espanhol e às famílias afectadas, manifestando votos de pronta recuperação para os feridos.

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