TVDE e Táxis em Portugal registam mais de 1.400 reclamações em 2025
O setor de Táxis e Veículos Ligeiros em Transporte Individual (TVDE) em Portugal acumulou 1.416 reclamações no Portal da Queixa ao longo de 2025, revelando problemas persistentes na experiência do consumidor, sobretudo em pagamentos e cobranças indevidas.
Mais de 95% das queixas concentram-se em apenas dois operadores: Uber e Bolt.
📊 Principais causas de insatisfação
A análise das reclamações mostra padrões claros de descontentamento dos utilizadores:
- Dificuldades no processamento de pagamento~
- Cobranças por viagens não realizadas
- Aumentos de preços sem aviso prévio
- Problemas no apoio ao cliente
- Incumprimento de horários
- Conduta inadequada de motoristas
- Questões legais, operacionais e técnicas
- Preocupações com segurança e higiene
🏆 Uber e Bolt lideram as reclamações
- Uber: 66,6% das queixas
- Bolt: 28,6%
- BlaBlaCar: 1,34%
- ANTRAL: 3,46%
Distribuição geográfica:
- Lisboa: 42,94%
- Porto: 18,57%
- Setúbal: 11,23%
Perfil dos reclamantes:
- Idade: 25 a 44 anos (54,3% das queixas)
- Género: equilibrado
⭐ Indicadores de satisfação
Apesar do número elevado de reclamações, os indicadores médios de satisfação permanecem moderados:
- Índice de Satisfação (IS) médio: 3,91
- Uber: IS 45,2/100 | Tempo Médio de Resposta 97,6%
- Bolt: IS 28,2/100 | Tempo Médio de Resposta 76%
Principais casos relatados:
- Cobranças indevidas
- Impossibilidade de acesso a faturas
- Comportamentos agressivos de motoristas
⚠️ Reação do setor e protestos em curso
Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa, comenta:
"Os dados de 2025 revelam que o setor TVDE enfrenta desafios estruturais que impactam a confiança dos consumidores. A predominância de reclamações relacionadas com pagamentos e segurança evidencia a urgência de melhorias nos sistemas de cobrança, apoio ao cliente e supervisão da qualidade do serviço.”
Paralelamente, o setor enfrenta ações de protesto do Movimento Cívico Somos TVDE, que prevê desligamentos alternados das aplicações Uber e Bolt entre as 07h00 e as 10h00 até ao próximo sábado, contestando a falta de regulação do setor.
