Tempestade Leonardo ameaça Açores e Portugal continental
12ª depressão atlântica da temporada 2025/2026
O IPMA – Delegação Regional dos Açores deu, ao início da tarde desta segunda-feira (2), o nome de Leonardo à 12.ª depressão atlântica de grande impacto da temporada 2025/2026.
A tempestade encontra-se atualmente a sul da Terra Nova e vai começar a afetar o arquipélago dos Açores na quarta-feira, 4 de fevereiro, por volta do meio-dia. Em Portugal continental, a sua influência será sentida antes, devido a uma frente fria extensa associada, cujo efeito será intensificado por um rio atmosférico proveniente do Mar das Caraíbas.
Impactos previstos nos Açores
Nos Açores, esperam-se:
- Vento forte, com rajadas até 110 km/h nos Grupos Ocidental e Central e até 100 km/h no Grupo Oriental
- Agitação marítima significativa, com ondas de 10 metros no Grupo Ocidental (até 19 m de altura máxima), 9 metros no Grupo Central e 8 metros no Grupo Oriental
Já foram emitidos avisos meteorológicos: vermelho para agitação marítima no Grupo Ocidental e laranja para vento nos Grupos Ocidental e Central.
Chegada a Portugal continental
Em Portugal continental, nas últimas horas desta segunda-feira (2), o tempo será marcado por aguaceiros intermitentes, alternando com abertas, devido a um sistema de baixas pressões a oeste-sudoeste das Ilhas Britânicas. Até terça-feira à tarde (3), esta configuração manterá o tempo instável.
A partir da tarde de terça-feira (3), uma frente fria associada à tempestade Leonardo entrará no continente, provocando chuva generalizada, abundante e persistente, que se espalhará de sul para norte, intensificada pelo rio atmosférico.
O pico da chuva ocorrerá nas últimas horas de terça e madrugada de quarta-feira (4), passando depois a regime pós-frontal, com temporário alívio na Região Centro, enquanto Norte e Sul manterão precipitação persistente.
Áreas mais afetadas e acumulados pluviométricos
Entre terça e quarta-feira, as zonas com maior risco incluem:
- Distritos de Viana do Castelo e Braga
- Setores ocidentais de Vila Real e Viseu
- Distritos do Porto e Aveiro
- Litoral alentejano e Barlavento Algarvio
A chuva acumulada poderá ultrapassar 100 mm, atingindo localmente 150 mm. No restante território, os acumulados variarão entre 30 e 90 mm.
Risco de cheias e neve
Devido à combinação de chuva persistente, solos saturados e derretimento da neve, mantém-se o risco de cheias, inundações e galgamentos de margens de rios.
A precipitação será neve acima dos 800 metros, com acumulação de 15 cm a 1000/1200 metros. Nos pontos mais altos das serras do Noroeste e da Estrela, poderá chegar a 30 cm de neve.


