Marcelo defende que eleitores têm visão clara quanto às candidaturas!

O Presidente da República considerou esta terça-feira que os eleitores portugueses têm uma perceção “muito clara” dos dois candidatos que disputam a segunda volta das eleições presidenciais, sublinhando que também ele já formou a sua opinião, embora tenha recusado comentar os respetivos perfis.



À chegada a um hotel em Estrasburgo, onde participa esta quarta-feira numa sessão do Parlamento Europeu evocativa dos 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a extensa campanha eleitoral contribuiu para um elevado grau de esclarecimento do eleitorado. “Depois de toda esta campanha e pré-campanha, os portugueses têm uma ideia muito clara. Já tinham na primeira volta e têm ainda mais na segunda. Eu próprio estou esclarecido”, declarou.

Questionado sobre a intenção de voto na segunda volta, o chefe de Estado evitou responder diretamente, limitando-se a referir que, desta vez, não irá recorrer ao voto antecipado, optando por votar no próprio dia da eleição. Interpelado novamente sobre se já tem uma posição definida, reiterou que sim.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda a intensidade da campanha, considerando que esta foi marcada por um número excecional de debates, entrevistas e intervenções públicas. “Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo. Creio que houve mais confrontos e momentos de esclarecimento do que em qualquer outra campanha, incluindo a de 1986”, afirmou.

Apesar disso, recusou pronunciar-se sobre os candidatos António José Seguro e André Ventura, invocando tratar-se da “altura do silêncio”. Recordou que, em cenários de segunda volta, o Presidente da República em funções não comenta os resultados da primeira nem toma posição pública sobre os candidatos. “Não se dirige a ninguém sobre essa matéria e acompanha o processo como qualquer cidadão, ou até de forma mais limitada”, explicou.

O Presidente da República saudou ainda o aumento da participação eleitoral registado na primeira volta, classificando-o como “muito positivo para a democracia”, e evocou o exemplo das presidenciais de 1986, em que se verificou igualmente uma forte mobilização dos eleitores.

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