As autoridades estão a apurar as causas do incêndio, bem como a avaliar os danos provocados na estrutura do edifício. Sem poderem regressar às habitações, vários moradores optaram por ficar temporariamente em casa de familiares, segundo informações prestadas pelo presidente da Câmara de Alenquer.
O autarca João Nicolau afirmou esta segunda-feira que não foram apresentados pedidos de realojamento por parte dos residentes do prédio de oito andares onde, na sequência do incêndio, se registou uma vítima mortal e 11 feridos.
Em resposta à agência Lusa sobre a eventual existência de desalojados, o presidente do município explicou que a situação está a ser acompanhada pelo condomínio do edifício, acrescentando que, “até ao momento, não se justifica qualquer ação de realojamento por parte da autarquia”.
Segundo o responsável, a maioria dos moradores dispõe de apoio familiar para responder a esta situação, embora tenha garantido que o município está disponível para intervir, caso venha a ser necessário.
João Nicolau referiu ainda que o edifício se encontra temporariamente interdito, até que seja confirmada a existência de condições de segurança para o regresso dos residentes.
“Os serviços municipais estiveram no local para proceder a uma avaliação preliminar da estabilidade da construção, tendo ficado definido que será necessário analisar as condições estruturais, bem como as infraestruturas de eletricidade e gás, antes de autorizar a reocupação do imóvel”, explicou.
Também em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Alenquer, Daniel Ribeiro, adiantou que as origens do incêndio ainda não são conhecidas, razão pela qual a Polícia Judiciária está a realizar diligências no local.
O responsável operacional esclareceu que o fogo teve origem na sala de um apartamento do segundo andar, lado esquerdo, tendo ficado circunscrito a essa divisão. No entanto, as elevadas temperaturas provocaram danos em outras áreas da habitação.
Devido à existência de gás canalizado no edifício, tornou-se necessária a intervenção de empresas certificadas para verificar a eventual existência de fugas, o que motivou a interdição temporária do prédio, acrescentou o comandante.
O presidente da câmara explicou ainda que compete ao condomínio solicitar as vistorias às entidades especializadas, após a conclusão da avaliação inicial realizada pelos serviços municipais.
O incêndio, que deflagrou cerca das 07h50, foi dado como extinto no final da manhã.
Da ocorrência resultou a morte de um homem, de 45 anos, e 11 feridos ligeiros, entre os quais seis crianças. As vítimas foram transportadas para o Hospital de Vila Franca de Xira, depois de avaliadas no local, maioritariamente por inalação de fumo.
Segundo o comandante dos bombeiros, seis pessoas recusaram transporte hospitalar, após avaliação clínica.
De acordo com o Comando Sub-Regional do Oeste da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estiveram envolvidos na operação 14 meios e 31 operacionais, incluindo bombeiros de Alenquer e Castanheira do Ribatejo, elementos da GNR e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Vila Franca de Xira.

