Tempestade Ingrid avança com força total: Portugal sente efeitos até sexta-feira!

Tempestade Ingrid: Portugal enfrenta dias de condições meteorológicas extremas

Nas próximas horas, a tempestade Ingrid vai intensificar-se de forma explosiva a norte da Península Ibérica, trazendo consigo chuva intensa, neve, vento muito forte e ondas gigantes ao longo do território continental português.

Ingrid: uma tempestade de alto impacto

O estado do tempo em Portugal continental será fortemente condicionado pela passagem desta tempestade nos próximos dias. O mais impressionante de Ingrid é a sua ciclogénese explosiva, um fenómeno que provoca a rápida intensificação de centros de baixa pressão, resultando em temporais severos em vários países da Europa Ocidental, incluindo Portugal.

O que é uma ciclogénese explosiva?

Em meteorologia, a ciclogénese corresponde ao desenvolvimento de um ciclone. Considera-se explosiva quando ocorre de forma intensa, com uma diminuição súbita da pressão central. Nas latitudes médias, isso acontece, por exemplo, quando a pressão desce pelo menos 20 hPa em 24 horas.

Embora o centro de Ingrid não passe diretamente sobre Portugal, os efeitos serão sentidos em praticamente todos os distritos, manifestando-se sob a forma de chuva, neve, vento forte e ondas elevadas. O IPMA já ativou aviso vermelho de neve para várias zonas do Norte e Centro e alerta de agitação marítima para toda a costa ocidental.

Ar polar em movimento

Prevê-se que, a partir de sexta-feira, a tempestade traga uma massa de ar polar, provocando uma redução significativa da cota de neve. Nos Açores e na Madeira, o principal efeito será a forte agitação marítima, com avisos amarelo e laranja em vigor.

O cavamento explosivo da tempestade

Nos últimos dias, o jato polar sobre o Atlântico Norte fortaleceu-se, sendo desviado para sul devido ao bloqueio anticiclónico entre a Gronelândia e a Escandinávia. Esta configuração permite que o ar polar alcance regiões mais meridionais, incluindo Portugal, especialmente entre sexta-feira e sábado.

Na madrugada desta quinta-feira, Ingrid apresentava uma pressão no seu centro de cerca de 980 hPa. A sua rápida intensificação fará com que a pressão possa descer para abaixo de 960 hPa entre a Bretanha francesa e o sudoeste do Reino Unido, a partir da madrugada de sexta-feira.

Vento e ondas extremas

A aproximação de Ingrid irá gerar rajadas de vento entre 70 e 90 km/h no litoral e 80 a 100 km/h nas terras altas. O aviso amarelo já está ativo para distritos como Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo.

O cavamento explosivo da tempestade provocará ondas enormes no Atlântico. Na costa ocidental de Portugal continental, prevê-se altura significativa entre 5 e 9 metros, podendo atingir 12 a 16 metros de altura máxima, entre esta quinta-feira e as primeiras horas de domingo.

O aviso vermelho entrará em vigor na sexta-feira às 21:00 para os distritos de Leiria e Lisboa, estendendo-se a outras zonas costeiras durante sábado. Entre quinta e sexta-feira, predominarão os avisos laranja, com exceção de Faro, Beja e Setúbal, onde temporariamente se manterá aviso amarelo.

Chuva intensa e descida da cota de neve


Ainda esta quinta-feira, uma frente ativa associada a Ingrid provocará chuva persistente de norte a sul, especialmente intensa nas regiões a norte do Montejunto-Estrela. Na Madeira, espera-se chuva localizada, enquanto nos Açores se registam aguaceiros pós-frontais.

Na sexta-feira, a chegada de ar frio pós-frontal irá gerar aguaceiros em todo o território continental, que poderão ser fortes, com granizo e trovoada ocasional. A neve será visível acima dos 600-800 metros, podendo descer temporariamente para os 400-500 metros, sobretudo entre o final da tarde de sexta e a manhã de sábado.

O aviso vermelho de neve já está ativo para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Viseu.

Acumulação de neve nas serras

Segundo os mapas da Meteored, algumas serras do Norte e Centro poderão registar até 35 cm de neve acumulada até domingo. Não se exclui neve residual na serra de São Mamede (Portalegre) e nas áreas mais elevadas da serra de Monchique (Faro).

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